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Apaixonado por música, filmes, tecnologia e matemática.

Streaming de música: qual é o melhor?

Ouvir música na internet se tornou uma verdadeira mania. Nos últimos anos, nasceram diversos sites dedicados a oferecer este serviço – cada um com suas particularidades. Sejam pagos ou gratuitos, estes sites crescem de maneira assustadora no mercado da web, e você também pode usufruir deles.

Usar um serviço de streaming musical basicamente permite que você ouça as suas canções favoritas, seja no seu computador ou em dispositivos móveis, online ou offline, além de compartilhar as listas de reprodução com os amigos e receber sugestões de novos artistas. E detalhe: sem precisar baixar arquivos para o seu computador, ou recebendo músicas com qualidade ruim.

Abaixo, veja detalhes das principais características dos seis principais serviços desse ramo: Spotify, Rdio, Rhapsody, Grooveshark, Senzari e Google Play Music, e avalie qual será o que melhor se encaixa às suas necessidades.

Spotify

Lançado em outubro de 2008, o serviço contava com aproximadamente 10 milhões de usuários em 15 de setembro de 2010 (destes, cerca de 1 milhão de membros são pagantes). O Spotify estreou nos EUA no dia 13 de julho após uma longa negociação com as gravadoras. De acordo com números próprios da empresa, seriam 1.6 milhão de assinantes só na Europa.

Disponível em apenas dez países (grupo que não inclui o Brasil), o serviço trabalha com três planos: o gratuito, que oferece acesso limitado às músicas e exibe anúncios, o Unlimited, que custa US$ 5 mensais e permite ouvir qualquer canção, e o Premium, que custa US$ 10 e pode ser executado em celulares, armazenar músicas para serem executadas offline, e permite o acesso internacional, em qualquer lugar do mundo.

Ainda não há previsão para que o Spotify chegue ao Brasil e muitos usuários até conseguem criar contas gratuitas no programa por meio de proxys, mas se você quiser o pacote Premium, é preciso apelar para o GoSpotify.Net, um site que registra a conta pra você, independentemente de qual lugar do mundo você esteja, por US$ 15 mensais durante um ano.

Rdio

Ao contrário do Spotify, o Rdio está disponível no Brasil e tem até mesmo uma empresa de telefonia como parceira: a Oi. O serviço chegou ao país no final de 2011, mas tem uma boa chance de emplacar pela dedicação ao mercado local. À princípio, são sete dias de testes gratuitos para qualquer usuário.

Se você gostar, aí a coisa já muda um pouco de figura: R$ 8.99 mensais para ouvir músicas online e R$ 14.99 no plano com app para celulares e opção de escutar as canções offline. Entre as principais funções do Rdio estão criar listas de reprodução, pesquisar por músicas da sua banda favorita e até mesmo criar construir uma rede de amigos se você relacionar sua conta às redes sociais.

O modo offline é bem interessante e permite que o usuário ouça suas músicas em qualquer lugar, mesmo se não tiver conexão com a internet. É possível sincronizar as canções de suas playlists com telefones, tablets ou PCs sem estar conectado à web, por meio de aplicativos especiais que são gratuitos. Tem apps para Android, iPhone e BlackBerry.

Rhapsody

O serviço se classifica como uma jukebox online. Por planos mensais que custam 5, 10 ou 15 dólares, o usuário que se cadastrar no Rhapsody terá a seu dispor uma variedade imensa de músicas e que podem ser ouvidas nos mais diversos dispositivos eletrônicos. É esta polivalência o seu principal diferencial.

Criado em 2001, é um dos pioneiros no ramo e tem suporte para mais de 70 aparelhos, sejam eles computadores, tablets, mp3 players e até mesmo televisões. São 13 milhões de músicas no catálogo e uma experiência de dez anos neste mercado. Além das músicas organizadas por cantores, há também playlists já prontas de acordo com os ritmos.

No entanto, assim como no Spotify, nada de conta para brasileiros. Ao tentar criar uma conta ou fazer o download de um software do Rhapsody em seu site oficial, a mensagem “Sorry, we are not able to offer Rhapsody Premier at this time” desanima um pouco. No entanto, é sempre possível criar uma conta grátis utilizando um serviço de Proxy, como este programa chamado Tor.

Grooveshark

O Grooveshark talvez seja um dos serviços mais conhecidos no Brasil, e também um dos mais fáceis de serem utilizados. Online desde 2007, o site está disponível para qualquer um e é possível ouvir música sem ao menos ser cadastrado. Basta acessar, procurar a canção que você deseja e dar play. Como se fosse um YouTube, porém, somente de músicas em áudio.

Mas quem deseja se cadastrar pode aproveitar muito mais as funcionalidades do serviço. É possível integrar sua conta ao Facebook e ao Google+, compartilhar o que está ouvindo, criar playlists e ter um perfil para se relacionar com os amigos que têm conta no Grooveshark… Uma experiência online bem interessante, e o melhor: de graça e em português.

Também há planos pagos, com as características que já são comuns também nos seus principais concorrentes: por nove dólares você pode ter acesso móvel ao programa, em seu celular; ou por seis dólares você pega a versão sem anúncios e interrupções em sua música. Ambos estão disponíveis para o público brasileiro.

Segundo informações da Wikipédia, o fluxo de músicas do Grooveshark é de 40 a 50 milhões de “plays” por mês, com mais de 400 mil usuários – número que cresce de 2 a 3% mensalmente.

Senzari

Lançado neste fim de ano simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos, o Senzari tem como principal característica uma novidade que pode ser interpretada como muito positiva ou muito negativa. Integrado ao Facebook, ele não necessita de cadastro em separado para se registrar. Basta digitar as informações de sua conta na rede social para ter acesso à essa rádio online, que é um tanto quanto curiosa.

O motivo? Além das 10 milhões de músicas e das parcerias com canais como MTV e VH1, o serviço dá sugestões de playlists baseadas no gosto musical do usuário. Por exemplo: no caso de buscar por um cantor de hip-hop, como 50 Cent, a página pode incluir em sua lista de reproduções canções de nomes como Snoop Dogg e Eminem. Caso você não goste da recomendação, basta avaliar o artista negativamente (mesmo esquema do Last.FM e do Pandora).

Outra característica interessante do programa é que ele exibe os amigos que estão online no Facebook no menu do lado direito. Assim, você pode interagir com os contatos, convidando-os para o serviço e até mesmo recomendando e recebendo dicas sobre as músicas. Do lado esquerdo no menu é possível criar novas “stations” e acessar as que já foram criadas.

Google Play Music

O serviço de músicas do Google é uma ótima opção para quem gosta de escutar suas canções favoritas em qualquer lugar e com muita praticidade. Integrado ao Google Play, ele não só permite que se compre músicas pela internet, como também envie as músicas que estão em seu PC para o sistema de armazenamento em nuvem do Google Play Music.

Não há ainda como se registrar com contas brasileiras, a não ser que se mascare o seu IP. Depois disso, não é preciso mais disfarçar as informações de localização de seu computador. Pelo contrário. É possível abrir a página de qualquer computador, tablet ou smartphone – do Brasil ou de qualquer lugar do mundo.

Além disso, para quem tem um dispositivo móvel com o sistema operacional do Google, o Android, é possível fazer o download de um aplicativo totalmente gratuito para ouvir suas músicas também offline em qualquer local. Um grande diferencial em relação aos seus grandes concorrentes, que cobram por este serviço.

No Google Play Music, pelo menos por enquanto, você só paga pelas músicas que comprar. No entanto, se você tiver uma biblioteca musical grande em casa, pode enviar os arquivos pro serviço e não gastar um centavo sequer.

Conclusão

O melhor serviço depende do que você considera ser prioridade. O Spotify tem o melhor acervo de músicas, mas precisa de VPN e alguns macetes para ter uma assinatura paga. O Oi Rdio tem crescido cada vez mais aqui no Brasil, apesar de ser pago. Sua sincronia de músicas offline em smartphones é um diferencial, mas o serviço carece de músicas brasileiras que estejam ‘bombando’.

O Grooveshark, por sua vez, tem um acervo gratuito que pode também ser acessado via 3G, mas boa parte deste conteúdo esta desorganizado (por vezes até duplicado ou com qualidade ruim). O Rhapsody tem uma boa plataforma e bom acervo, mas por ser pouco famoso no Brasil, dificilmente você terá companhia para compartilhar e descobrir novas músicas e artistas.

O Senzari é gratuito, funciona no Brasil e tem um acervo de qualidade, mas ainda engatinha na popularidade e nos serviços premium (não tem acesso via celular). Já o Google Play Music funciona quase como um iTunes, permitindo até que você suba suas músicas do computador para a ‘nuvem’ (ideal para ouvir estilos ‘fora do grande circuito’, como funk, forró ou hip hop brasileiro). O problema é que o serviço não funciona no Brasil, e precisa de VPN e macetes para funcionar por aqui.

Neste post faltaram a Last.fm e o Pandora. O motivo deles não terem entrado na lista é porque ambos possuem um sistema de playlist fechado. Não é possível selecionar quais as músicas que você deseja ouvir.

Soul Calibur 5 é a volta maestral da franquia da Namco

Nome: Soul Calibur 5
Gênero: Luta
Distribuidora: Namco / Bandai (distribuído no Brasil pela Arvato Games)
Plataformas: PS3 e Xbox 360

A popular franquia de luta da Namco volta aos consoles da atual geração. Soul Calibur 5 chega com um leque de novidades, como mudanças na jogabilidade, novas opções de personalização e um divertido modo online. Confira!

O irmão de Tekken está de volta
Comparar a série Soul Calibur com a franquia de sucesso Tekken não é exagero algum. Primeiro pelo fato das duas serem produzidas pela japonesa Namco Bandai. Em seguida, porque os dois jogos possuem uma movimentação em 3D. Ela permite que o lutador se movimente para os lado – algo pouco comum nos jogos de luta, que possibilitam apenas movimentos para a frente e para trás.

O aspecto de profundidade dos cenários também é uma característica da série, porém Soul Calibur conta com um atrativo a mais: a possibilidade de jogar o oponente para fora da arena. O uso de armas também é uma característica que difere o jogo de Tekken, que possui poucos lutadores armados, como Yoshimitsu (que curiosamente também está presente em Soul Calibur).

Já o enredo separa completamente as duas franquias. Em Soul Calibur 5, a história ainda gira em torno da poderosa Soul Edge, uma espada que suga almas e concede poderes divinos para aquele que a manuseia. Para detê-la, é preciso possuir a Soul Calibur, única espada capaz de destruir o artefato do mal.

Vivendo a história ou encarando seus amigos

Assim como nos outros títulos da série, Soul Calibur 5 conta com um modo história. O enredo foca a batalha pelas duas espadas em busca do poder que ambas concedem. Entretanto, jogadores mais ansiosos podem achar este modo um tanto chato, devido ao excesso de diálogo e animações.

Como um bom jogo de luta, Soul Calibur 5 também possui o modo Arcade, Quick Battle, Training e o popular VS. Battle, que permite confrontar um outro jogador no mesmo console. Também é possível jogar o modo Legendary Souls, entretanto o nível de dificuldade imposto pelo modo só agrada aos mais “viciados”.

O modo online permite jogar contra seus amigos via PSN, disputar partidas ranqueadas e participar de chats – por texto ou voz – com jogadores de determinada região, com o Global Colosseo. O modo funciona como uma comunidade dentro do jogo. Nele, também é possível organizar torneio com os membros.

A jogabilidade de Soul Calibur

Para aqueles que já estão acostumados com a série, Soul Calibur 5 traz a boa e velha jogabilidade, com alguns ingredientes novos. A começar pela barra de especial, que atua de forma parecida com jogos como The King of Fighters e Street Fighter. Com essa barra cheia, é possível executar uma sequência de golpes e detonar quase metade da energia do adversário.

O sistema de combos também apresenta uma melhoria e está mais simples de ser executado. O jogo permite ainda que o jogador possa treinar essas sequências na opção Trainning. A movimentação característica da série – para os lados – funciona também como uma forma de fugir do ataque de seus oponentes.

Talvez o único motivo de reclamação seja o sistema de defesa. Ele funciona da mesma forma em outros jogos da franquia, porém é difícil se acostumar com o botão “X” ou “A” (PS3 e Xbox 360, respectivamente) para bloquear um ataque. Além disso, é preciso adivinhar por onde serão desferidos os golpes, ou seja, se eles serão golpes altos, médios ou baixos, para que assim a sua defesa possa funcionar. Entretanto, o método não é 100% eficiente.

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Criando o seu lutador

Uma das grandes marcas da série é o modo de personalização de personagens. Assim como nos títulos anteriores, Soul Calibur 5 permite criar o seu personagem com um vasto leque de opções. O modo permite tanto criar um lutador “do zero”, quanto se basear em algum outro personagem. Com isso, não é difícil montar clones de lutadores famosos e, até mesmo, de personalidades, como Steve Jobs.

A fase da criação  de movimentos obriga que a linha de aprendizado seja baseada em um lutador de Soul Calibur. Porém, mesmo com essa limitação, é possível mesclar diferentes golpes. Depois de pronto, você pode evoluir e utilizar sua criação nos modos offline e online.

Gráficos que encantam

Outra característica marcante em Soul Calibur é a qualidade visual do jogo. Em todas as suas versões o game apresentou gráficos de ponta, colocando-o em uma posição de referência na hora de exemplificar o poder dos consoles da atual geração.

Os personagens possuem inúmeros detalhes, desde roupas de batalhas, até as características físicas. Isso sem falar do leque de itens e roupas para a personalização de seu lutador. Com isso, é praticamente impossível encontrar um personagem idêntico ao seu.

Os cenários também encantam e chegam até a tirar a atenção dos lutadores, por alguns instantes. Alguns lugares interagem com a luta, como por exemplo, o navio de Cervantes, que é atingido por uma bala de canhão, obrigando os jogadores a continuarem a luta em outra parte do barco. As animações também empolgam.

Conclusão

Soul Calibur 5 mostra que a franquia da Namco ainda é um dos melhores jogos do gênero, na atual geração de consoles. Com gráficos de ponta, uma jogabilidade atrativa e um modo história único, o game faz a alegria não só dos fãs de jogos de luta, mas também daqueles que gostam de uma diversão multiplayer, independente do gênero.

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Fonte: TechTudo

10 grandes fracassos tecnológicos

Praticamente todas as grandes empresas de tecnologia têm, em sua história, produtos sobre os quais preferem não falar.

E isso inclui companhias bem sucedidas como Apple, Google e Sony. Em cada caso, é possível identificar erros graves que transformaram boas ideias e tecnologias inovadoras em prejuízos e frustrações. Alguns fabricantes erraram no preço, outros na maneira de vender.

Outros, ainda, não conseguiram fazer as alianças certas no mercado. Em alguns casos, o produto tinha falhas que pareciam irrelevantes para quem o criou, mas que se mostraram imperdoáveis para o consumidor. Confira a lista com dez produtos que pareciam promissores, mas que fracassaram espetacularmente.

1 – O Google Wave virou marola (2009 a 2010) – Que tal um meio de comunicação capaz de substituir e-mail, mensagens instantâneas, blogs, wikis, todas as formas de bate-papo por texto, o Twitter e o Facebook?

Esse produto fenomenal ainda seria uma plataforma para jogos e outros aplicativos. Depois dele, nada seria igual na internet e nem na vida das pessoas. Essa era a proposta do Google Wave quando foi apresentado em maio de 2009. Convites para a fase de testes eram disputados ferozmente e até vendidos em sites de leilão na web. Lars Rasmussen, o principal líder do projeto, virou uma celebridade instantânea.

Mas o entusiasmo durou pouco. Quando as pessoas começaram a usar o Wave, perceberam que era apenas um confuso sistema de chat em que todos escreviam ao mesmo tempo e ninguém se entendia. O Google descontinuou o projeto pouco mais de um ano depois. O código dos programas foi transferido à Apache Software Foundation, que o mantém como software livre. A esperança é que alguém encontre alguma utilidade para o que sobrou do Wave.

2 – O vexame do Windows Vista (2007 a 2009) – Ao lançar o Windows Vista, em janeiro de 2007, seis anos depois do Windows XP, a Microsoft prometia modernizar o PC e colocá-lo, no mínimo, no mesmo patamar do Mac, da Apple.

De fato, o Vista trouxe melhoramentos bem vindos, como um sistema de busca instantânea abrangendo todo o computador. Mas trouxe também incompatibilidade com muitos aplicativos. Além disso, era pesado demais para a maioria dos PCs da época.

Demorava uma eternidade para ser carregado quando o computador era ligado e muitos programas rodavam nele com lentidão. A tentativa da Microsoft de reforçar a segurança resultou em incômodos para o usuário, que precisava autorizar – em alguns casos, mais de uma vez – ações aparentemente triviais. Ainda assim, em 2009, o Vista era o segundo sistema operacional mais usado na internet (o primeiro era, ainda, o Windows XP), respondendo por 18,6% dos acessos à rede. Logo, ele não foi um fracasso total de vendas. Mas deixou usuários insatisfeitos e provocou um estrago considerável na imagem da Microsoft.

3 – O duelo do HD DVD (2003 a 2008) – Na metade dos anos 90, a invenção do laser semicondutor azul tornou possível gravar, num disco com o formato do DVD, um volume de dados equivalente a um filme em alta definição.

Faltava alguém criar um padrão para isso. Em 2002, Sony, Philips e outras sete empresas uniram-se para desenvolver o que viria a ser o Blu-ray. No mesmo ano, Toshiba, NEC, Microsoft e Intel juntaram-se a estúdios de cinema como a Warner Bros. para elaborar o HD DVD. Produtos baseados nos dois padrões chegaram às lojas em 2005, dando início a uma longa batalha comercial.

Para o consumidor, não havia diferenças técnicas importantes entre Blu-ray e HD-DVD. Num primeiro momento, o HD DVD até parecia estar ganhando a briga. Mas, em 2006, a Sony incorporou um leitor de Blu-ray ao console para jogos PlayStation 3. Seu sucesso ajudou a impulsionar o Blu-ray.

A Microsoft ainda tentou oferecer um drive de HD DVD para o Xbox, mas era tarde demais. Os estúdios de cinema que apoiavam o HD DVD começaram a mudar de lado. Em 2007, a balança pendeu decisivamente para o lado do Blu-ray. Em fevereiro de 2008, a Toshiba jogou a toalha, anunciando que estava abandonando o HD DVD. A empresa decretava, assim, a morte do padrão que havia ajudado a criar.

4 – Faltou charme ao Microsoft Zune (2006) – O sucesso do iPod e da loja de músicas iTunes, da Apple, levou a Microsoft a tentar trilhar o mesmo caminho com seus produtos da série Zune. Apresentado em 2006, o player multimídia tinha design elaborado e parecia atraente do ponto de vista tecnológico.

Mas faltou conquistar o lado emocional dos consumidores. Até maio de 2008, segundo a Microsoft, 2 milhões de unidades foram vendidas. O número é insignificante perto das vendas da Apple, que já havia comercializado mais de 100 milhões de iPods quando o Zune chegou às lojas. As vendas caíram ainda mais com o tempo, o que levou a Microsoft a colocar o Zune em banho-maria.

Desde 2009, quando foi lançado o Zune HD, nenhum modelo novo foi apresentado. A tecnologia sobrevive nos smartphones com o Windows Phone 7, que têm acesso à loja online da empresa, com 11 milhões de músicas para download. Mesmo assim, o fracasso do Zune virou tema de estudo frequente em cursos de MBA. É intrigante como uma empresa com amplos recursos como a Microsoft foi incapaz de conquistar uma posição significativa nesse mercado.

5 – Segway e a revolução dos transportes (2002) – No final de 2001, o inventor americano Dean Kamen divulgou que estava finalizando algo que iria revolucionar o transporte urbano. Pessoas que tiveram acesso aos planos de Kamen aumentaram a expectativa com declarações bombásticas.

O investidor John Doerr disse que seria algo mais importante que a internet. Ele previu que a empresa Segway, que iria fabricá-lo, atingiria vendas de US$ 1 bilhão por ano mais rapidamente que qualquer outra na história. Jeff Bezos, o fundador da Amazon, afirmou que “cidades seriam construídas em torno dessa ideia”.

A Segway gastou 100 milhões de dólares no desenvolvimento do produto. O patinete motorizado com duas rodas lado a lado, apresentado em dezembro de 2001, era, de fato, inovador. Mas encontrou uma variedade de obstáculos. Em alguns países, ele foi considerado veículo motorizado, que precisava ser licenciado e não podia andar em calçadas. Em outros, seu tráfego em estradas foi proibido. Além disso, Kamen e sua turma não perceberam que o patinete era caro demais para um veículo que a maioria das pessoas considerou supérfluo. O modelo mais barato custava cerca de US$ 3.000.

Em cinco anos, a Segway vendeu apenas 30 mil unidades. O veículo que iria revolucionar o mundo acabou virando transporte para guardas de segurança em shopping centers.

6 – Iridium e seus 77 satélites (1998) – Esta é uma história de fracasso de proporções astronômicas. No final dos anos 90, a Iridium, empresa formada sob liderança da Motorola, gastou 5 bilhões de dólares para colocar em órbita uma constelação de 77 satélites de comunicação (o nome da empresa vem do elemento químico irídio, que tem número atômico 77).

A ideia era criar uma rede de telefonia móvel via satélite com cobertura de todo o planeta, do Polo Norte ao Polo Sul. O plano era atingir meio milhão de assinantes já no ano seguinte. Mas o telefone Iridium era grandalhão e custava US$ 3.000 ou mais, dependendo do modelo. Para fazer uma ligação, pagavam-se US$ 5 por minuto, preço absurdamente alto para a maioria das pessoas.

Além disso, só era possível fazer chamadas ao ar livre. Por isso, pouca gente se interessou. A rede celular, que estava se expandindo em muitos países, oferecia uma alternativa muito mais prática e barata, ao menos nas áreas urbanas.

Em agosto de 1999, menos de um ano depois de a constelação de satélites entrar em operação, a Iridium faliu. A empresa tinha conseguido apenas 10 mil assinantes. Os satélites permaneceram em órbita, e, em 2001, passaram a ser administrados por uma nova empresa, também chamada Iridium. Hoje, o sistema é usado pelas forças armadas americanas, e também por bases de pesquisa na Antártida e navios no oceano.

7 – O Newton prometeu. O iPhone cumpriu (1987 a 1998) – O Newton, um ancestral remoto do iPad, foi apresentado pela Apple como um assistente pessoal digital (PDA) em 1987. Deveria ajudar o usuário a organizar, armazenar e consultar informações que precisasse ter sempre à mão. A Apple gastou US$ 100 milhões no desenvolvimento do produto, que foi um fracasso comercial. O aparelho era grandalhão e dependia de um sistema precário de reconhecimento de escrita. A carga das baterias durava pouco e não havia um número significativo de aplicativos que pudessem ser instalados nele. São erros que a Apple só corrigiria em 2007, ao lançar o iPhone, que finalmente cumpriu (e superou) o que o Newton havia prometido duas décadas antes.

8 – Steve Jobs e a NeXT (1985 a 1996) – Admirado como um dos empreendedores mais bem sucedidos do mundo, Steve Jobs teve pelo menos um grande fracasso em seu currículo – a NeXT. Jobs fundou a empresa em 1985, depois de sua saída da Apple, à qual retornaria onze anos depois.

A NeXT deveria produzir os computadores mais avançados do mundo, deixando para trás a Apple e os fabricantes de PCs. A empresa lançou seu primeiro modelo em 1988, e apresentou um segundo, o NeXTstation (foto ao lado), em 1990. Neles, rodava o inovador sistema operacional NeXTstep. Mas essas máquinas eram caras demais e não havia aplicativos para elas no mercado. Por isso, pouca gente se interessou em comprá-las. Calcula-se que, em toda a sua existência, a NeXT tenha vendido apenas 50 mil unidades, uma ninharia.

Em 1993, numa tentativa de salvar a empresa, Jobs a transformou numa produtora de software. Ela passou a oferecer seu sistema operacional NeXTstep numa versão para PC, além de ferramentas de desenvolvimento. Mas o reposicionamento não trouxe bons resultados. No final de 1996, a decadente NeXT foi comprada pela Apple, no acordo que levaria Jobs de volta à empresa que fundou. Algumas das tecnologias desenvolvidas pela NeXT ainda sobreviveram incorporadas ao Mac OS e a outros produtos da Apple.

9 – Bob, a interface social da Microsoft (1995) – Numa época em que uma parte da população ainda estranhava os computadores, a Microsoft resolveu democratizar a tecnologia criando uma interface gráfica “social”, o Bob. O software foi desenvolvido com base em estudos científicos da universidade de Stanford, na Califórnia.

Deveria tornar o uso do computador bastante mais intuitivo, mas o resultado foi tão ridículo que virou motivo de piada; e o produto foi rapidamente descontinuado. Quando o usuário ligava o PC com o Bob instalado, era recebido por um cachorro falante, o Rover. Era, então, levado à sua “sala” numa casa virtual. Nela, os aplicativos eram representados por objetos.

Clicando num deles, o programa correspondente era ativado. Essa interface infantilizada era, na prática, um tanto confusa. E não adiantava apelar para o Rover, cuja inteligência era certamente uma vergonha para a espécie canina. No final, o que o Bob rendeu à Microsoft foi um lugar garantido nas listas de piores produtos de todos os tempos.

10  – A longa batalha do Betamax (1975) – Em maio de 1975, a Sony apresentou ao mundo o primeiro sistema doméstico para gravação de filmes em fita magnética, o Betamax. A empresa japonesa parecia estar pronta para dominar esse então nascente mercado. Só um ano e meio depois a JVC lançou o padrão VHS, que ainda tinha qualidade de imagem inferior à do Betamax.

Mas, no início, uma fita VHS armazenava duas horas de vídeo, o suficiente para um filme de cinema, enquanto uma Betamax estava limitada a uma hora (com o tempo, surgiriam aparelhos capazes de fazer gravações mais extensas). A Sony demorou para perceber que essa era uma grande desvantagem do seu padrão.

Além disso, diferentemente da Sony, a JVC foi rápida em fazer alianças e licenciar o VHS a outros fabricantes. E a competição entre esses fabricantes tornou os aparelhos VHS mais baratos. O resultado é que o padrão da Sony foi ficando para trás em volume de vendas, enquanto o VHS dominava o mercado de vídeo doméstico. A briga se arrastou por 12 anos, até que, em 1988, a Sony anunciou que começaria a fabricar aparelhos VHS, enterrando de vez o Betamax.

Como usar o Pinterest?

Em menos de seis meses, a rede social Pinterest cresceu cerca de quarenta vezes. No meio dessa escalada de popularidade, como sempre, os brasileiros estão entre os usuários mais empolgados. Se você quer entrar nessa brincadeira, mas não sacou direito para que serve o Pinterest, aqui vão algumas dicas bem básicas.

Cadastro e integração

Como toda rede social nova e descolada, o Pinterest exige convites para que os novos usuários se cadastrem. Também como toda rede social nova e descolada, essa restrição é bastante fácil de ser contornada. Os usuários que já têm conta no site podem convidar quantos amigos quiserem. E isso é feito por meio de um botão vermelho bem chamativo.

Então, para entrar na festa, peça ajuda para algum amigo que já tem conta lá. Como saber isso? Basta dar uma olhada nos posts dos seus contatos do Facebook e do Twitter. O Pinterest é completamente integrado à essas duas redes. A parceria é tanta, que, quando você receber o seu convite, não será necessário fazer um novo cadastro. É possível fazer login no Pinterest usando contas do Facebook ou do Twitter.

Quem seguir e o que são esses Boards?

No primeiro acesso ao Pinterest, o site oferece uma lista de usuários para você seguir e também mostra quais dos seus contatos de outras redes seus estão também no site. Até aí, a coisa é bastante semelhante ao Twitter, com uma diferença. Os usuários do Pinterest podem dividir os seus posts em streams separados. Em bom português, isso significa que as imagens e vídeos publicadas podem ser separadas em canais.

Dessa forma, você pode seguir apenas um canal de cada usuário. Sua amiga Marieta, por exemplo, adora bicicletas e gatinhos. Para cada assunto, ela criará um Board. Ao seguí-la, você pode optar por ver apenas as fotos de bicicletas, uma vez que você não é muito chegado em gatinhos.

O conteúdo que você publica também seguirá essa lógica. No momento de postar cada foto, você deverá escolher em qual Board ela será incluída. Não há limites para a criação de Boards e dá para ser bem criativo na criação deles. Claro, que não é mau escolher nomes como “Bicicletas”, “Gatinhos” e “Humor”, que ajudarão você e seus seguidores a organizar melhor sua vida no Pinterest.

Como postar no Pinterest

Além de republicar imagens e vídeos que seus amigos colocaram no Pinterest, você pode (e até deve) colocar coisas novas na rede social de dois jeitos: pelo site ou por meio de um botão de atalho. Trocando em miúdos:

  • Pelo site você pode optar por Upload a Pin e enviar um arquivo da forma tradicional, mandando um documento armazenado no seu HD para o site, ou escolher o item Add a Pin, e colar a URL de um site e esperar que o Pinterest busque quais imagens ou vídeos podem ser publicados na sua conta.
  • Com o Pin It Button a coisa fica mais automatizada. Você adiciona um link do Pinterest aos seus Favoritos do navegador (ou um app do iPhone). Depois disso, basta clicar nele enquanto estiver visitando um site que você quer compartilhar. É o famoso Bookmarklet.

O dia-a-dia

Bom, tudo pronto, tudo legal, tudo uma maravilha. E agora? O dia-a-dia no Pinterest lembra mais o Twitter do que o Facebook. Quando seus amigos começarem a povoar sua conta com o conteúdo deles, você pode republicar esse conteúdo (RePin), pode curtir (ícone de coração) ou comentar. Quando uma dessas três ações acontecerem na sua conta, você será notificado por e-mail e também em uma barra lateral na interface do Pinterest.

Pessoalmente, eu preferi desativar a publicação automática dos meus posts do Pinterest no Facebook e no Twitter. Isso não impede que você deixe de espalhar conteúdo nas outras redes – só poupa os seus contatos da repetição de ver duas ou três vezes os mesmos posts. Quando for o caso de publicar a mesma imagem no Pinterest e no Facebook, basta marcar essa opção na janela de publicação. Acho assim melhor.

Outra dica legal é explorar os posts de usuários que não são seus contatos. Você faz isso clicando nas categorias de posts (dentro do menu Everything) ou nos mais populares. Perceba, porém, que a sua conta, assim como as contas alheias, é totalmente aberta (até para quem não tem uma conta do Pinterest). Nesse sentido, o Pinterest é muito mais parecido com um blog do que com o Facebook.

O que são os memes?

Antes de começar a ler essa matéria, dê uma boa olhada na arte que está logo abaixo. Se você chamou alguma dessas referências de meme, pode pular para o terceiro parágrafo! Para quem continua por aqui, vamos começar explicando que “meme” nada mais é do que um conceito, foto, vídeo, pessoa ou fato que se populariza rapidamente pela rede.

Quem cunhou o termo oficialmente foi o escritor Richard Dawkins, no ano de 1976, em seu livro “O Gene Egoísta”. Em resumo, meme é uma ideia que se propaga rapidamente. Um exemplo bom e atual para alguém que ainda não entendeu o que são memes é o caso da garota brasileira chamada Luiza… Lembrou que ela estava num país da América do Norte? Então, agora, você também pode passar para o próximo parágrafo.

Não dá para afirmar com 100% de certeza quem foi o primeiro a usar o termo meme na internet. Porém, sabemos que Joshua Schachter se encontra dentre os primeiros nomes da lista. Em 1998, aos 24 anos, ele criou um serviço chamado Memepool, onde os usuários podiam postar na web diversos links legais. Pouco tempo depois, Schachter ajudou a desenvolver algo parecido (e mais famoso), conhecido como Delicious.

Em 2000, durante um festival de virais chamado Contagious Media, o termo meme usado foi pelos palestrantes para se referirem a este tipo de mensagem que rapidamente se propaga, ganha versões e pode ter seu significado alterado conforme o contexto. Com isso, a definição se espalhou pelo mundo junto com o conceito que ele carrega.

Tipos de meme

Virar um meme de internet não é muito difícil. Uma gíria ou bordão, desenhos, fotos, vídeos, ícones e até citações falsas podem virar um “hit” na web. Atualmente, diversos sites e blogs são conhecidos por popularizarem este formato de humor online. Fica difícil saber quem foi o primeiro a usar uma “troll face”, por exemplo, mas uma boa pista é acompanhar o conteúdo postado em sites como 4Chan, 9gag e semelhantes.

Memes são adaptáveis e podem misturar mais de uma ideia. Neil deGrasse Tyson, físico e diretor do Planetário Hayden (Nova York), nunca imaginou que se tornaria um ícone da internet. Ao explicar sua predileção por Isaac Newton em um vídeo, ele fez a expressão conhecida como “Ui” no Brasil. Assista à entrevista em inglês abaixo e presencie o nascimento de um meme.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=danYFxGnFxQ]

Outras celebridades são homenageadas em memes próprios, como o falecido cantor Freddie Mercury, o ator Nicolas Cage e até mesmo o terrorista Osama Bin Laden. Vídeos, como as paródias da música “Oração“, cantada pela Banda Mais Bonita da Cidade, também podem ser consideradas memes.

Outro exemplo de vídeo repetido à exaustão que se incorporou à cultura da internet é o Nyam Cat. O meme surgiu do “GIF” de um gato, desenhado em 8-bit. O animal tem o corpo em forma de cereja da marca Pop-Tart e, por onde passa, deixa um rastro em forma de arco-íris. A animação original foi criada pelo artista Chris Torres e postada no LOL-Comics!. Outro usuário adicionou a música “Nyanyanyanyanyanyanya” e publicou o vídeo no YouTube, em abril de 2011.

De lá para cá, o vídeo atingiu mais de 63 milhões de visualizações. O sucesso é tanto que o próprio YouTube usou o gatinho como referência em um infográfico sobre a quantidade de uploads de vídeos no portal. Nyam Cat também virou jogo e ganhou uma página no Facebook.

Mas não é só na internet que essas ondas pegam. Bordões como “Ai, como eu tô bandida!”, “Pedala, Robinho”, “Ronaldo, brilha muito” e vários outros podem ser considerados memes – já que se espalham rapidamente e são aproveitadas (e usadas) em diferentes contextos. Outra característica é que essas manifestações são efêmeras. Depois de algum tempo, a novidade passa, mas a cultura de criar e curtir os memes está longe de acabar.

Crie seu meme

Quem tem talento para este tipo peculiar de humor pode criar novos memes, acessando:

Além destes serviços, você pode conhecer a história dos desenhos e frases mais famosos da rede, dando uma olhada em serviços de “enciclopédia” de memes, como Know your meme ou o nacional Memepedia, do YouPix.

“Legendadores piratas” trabalham por paixão e sem ganhar dinheiro; conheça a atividade

Os legendadores já são populares na internet. Não, não estamos falando dos profissionais, contratados pelas distribuidoras de filmes ou canais de TV por assinatura. Nosso foco é o submundo dos legendadores, que se organizam em grupos para realizar um trabalho anônimo e altruísta. São mais de 30 equipes em todo o país que tornam disponíveis dezenas de legendas todas as semanas em vários sites diferentes. O problema é que a atividade é considerada pirataria. Mesmo assim, uma grande demanda de fãs, ávidos por assistir às séries antes mesmo de passarem oficialmente no Brasil, alimenta a prática.

Em fevereiro de 2009, a Associação Antipirataria Cinema e Música (APCM) pediu aos administradores do servidor que hospedava o site Legendas.TV, o mais popular entre os fornecedores, para que retirassem a página do ar. Eles alegaram que os legendadores não possuíam nenhum direito sobre as produções e que muitos apropriavam-se das legendas e  as comercializavam indevidamente. O pedido foi atendido, mas em menos de um mês as atividades já haviam sido restabelecidas. Durante o tempo de inatividade, inúmeros fóruns online foram inundados com protestos de gente que clamava pela “matéria-prima” oferecida pelo site.

“Quando um usuário faz a legenda não autorizada de uma obra audiovisual, ele fere o trabalho de toda uma cadeia produtiva: produtores, autores, atores, atrizes, câmeras, roteiristas, diretores, marketeiros, produção de fábrica, do próprio tradutor e etc.”, declarou em nota a APCM, na ocasião do pedido de fechamento do site.

Os legendadores parecem não se importar com a questão legal: “Sabemos que as leis brasileiras não são muito claras em relação ao nosso trabalho. Apesar de nos basearmos no produto de outra pessoa, estamos disseminando cultura e conhecimento. Além disso, alimentamos um mercado carente, que não consegue suprir a demanda dos fãs, que querem agilidade e qualidade”, diz o legendador deGroote, de apenas 16 anos, que preferiu manter-se no anonimato.

Equipes

Eles são jovens, pertencem à classe média, a maioria está na faculdade, são cinéfilos, fãs de séries televisivas e fazem tudo por prazer. Constituem equipes que convivem em uma paz relativa — grupos maiores já foram fragmentados por conta de brigas internas. São motivados por um altruísmo digno de análises profundas da psicologia. Psicopatas, inSubs, SubsFreaks, N.E.R.D.S, United, Geeks, Darkside, ArtSubs, Insanos são nomes de algumas equipes que realizam o trabalho voluntário. Elas são informais, mas a estrutura que faz todo o esquema funcionar é bastante organizada e hierárquica.

MatheusT, administrador da inSubs, explica que as regras são muito bem definidas, caso contrário o trabalho seria inviável. Segundo ele, a maioria das equipes segue o mesmo padrão: na base encontram os tradutores e sincronizadores, que levam até 10 horas passando para o português um episódio de 40 minutos. Logo depois vêm os revisores que assistem a tudo atentamente para não deixar passar nenhum erro. Geralmente os revisores são cargos de confiança dos administradores, os responsáveis e líderes da equipe. Ao todo, a inSubs possui cerca de 40 membros ativos, que legendam de 5 a 15 episódios de séries por semana.

“Nossa meta é sempre fazer o trabalho com a melhor qualidade possível. Grana, não ganhamos nunca. Fama, nem tanto, pois nosso trabalho ainda não é tão divulgado. Fazemos é por puro prazer de legendar e ver um trabalho bem feito, depois de tantos anos vendo legendas mal feitas na televisão e no cinema”, diz Flaviamar, outra administradora do inSubs.

Já o adolescente deGroote diz que está na atividade por pura amizade: “Entrei porque queria ajudar com a série que gostava, como quase todo mundo, mas a coisa foi evoluindo e hoje formamos uma equipe. Uma equipe que se gratifica quando recebe um comentário legal e tem o trabalho reconhecido. Você sente que está fazendo alguma coisa importante”. Palavra de quem desde os 14 anos é membro do DarkSide. Ele explica que cada série possui um membro responsável e que o único pré-requisito é “querer fazer”. O legendador precisa ter tempo hábil e conhecimento razoável dos idiomas, tanto estrangeiro quanto nacional (o que eles adquirirem, na maioria das vezes, por pura prática).

“Um responsável por alguma série tem que realmente agarrar com unhas e dentes e levar aquilo nas costas. É ele que manda. Ele delega as atividades aos revisores, sincronizadores. Geralmente quem é o responsável tem um cargo maior, tipo administrador, mas isso não é regra”, completa deGroote.

Os membros das equipes se tornam tão próximos, que a relação pode ir além da amizade. O adolescente deGroote descreve o caso de dois legendadores que marcaram casamento após se conhecerem no universo das traduções e sincronizações. O casal não gosta de conceder entrevistas, mas os parceiros confirmam o caso amoroso.

Aliás, anonimato é item fundamental. Quando a identidade vem à tona, pode acontecer como o caso de um rapaz, cujo pai, um militar que, ao comprar um filme no camelô, reconheceu o apelido do filho que figurava entre os revisores: “Por ordem do pai, o garoto foi proibido de legendar e nunca mais participou da equipe”, confirma deGroote, que fez questão de deixar claro a desaprovação de todos os legendadores sobre a comercialização do trabalho.

Lost

A série Lost tem o mérito de ter tornado essa indústria informal quase profissional. A prática já existia antes de sua estreia, mas os mistérios da ilha faziam com que os fãs da série ficassem malucos em busca das respostas e não aguentassem esperar até que o canal pago, detentor dos direitos de exibição, traduzisse e exibisse os episódios com meses de diferença em relação à exibição nos EUA.

Logo após os episódios serem exibidos nos EUA, os legendadores varavam as madrugadas para entregar um serviço de qualidade no menor tempo possível. Muitas vezes, a tradução completa do episódio ficava pronta em menos de 12 horas. Lost não é mais produzida, mas deixou um legado e uma cultura que vem transformando a indústria da TV paga no Brasil e a maneira de assistir às séries.

Futuro

Quando indagado sobre o futuro do trabalho dos legendadores, MatheusT, administrador da inSubs é taxativo: “A distribuição do conteúdo era bem diferente na época em que as leis foram concebidas. Enquanto a legislação e a indústria não se adaptarem à internet e a facilidade de acesso ao conteúdo que ela traz, haverá legendadores, e não há nenhum problema nisso”.

 O passo a passo dos legendadores

Líder Algum membro da equipe precisa demonstrar interesse pela série. Caso aprovada, essa pessoa passa a ser o responsável pela produção das legendas, por convocar tradutores e sincronizadores (os cargos básicos da hierarquia) e estabelecer uma espécie de escala de trabalho. Toda a comunicação é feita por e-mail.
“Virgens” Os episódios “virgens” (como são chamados logo depois a exibição no país de origem) são captados por membros da equipe em sites ou redes de compartilhamento estrangeiras, especializados em fornecer o material minutos após ter ido ao ar.
Tradução Em posse dos episódios “virgens”, os legendadores começam um processo de tradução que pode levar, dependendo da prática da pessoa, até 40 minutos a cada 10 de série. Em alguns casos, os tradutores acompanham a exibição da série em tempo real, disponibilizada por alguns sites estrangeiros, para adiantar no processo.
Manual O tradutores seguem manuais bastante detalhados sobre o processo de legendagem. Alguns desses guias estão disponíveis para download na internet e contém mais de 30 páginas que explicam o passo a passo. Número máximo de caracteres por linha da legenda e tempo de exposição do texto na tela são preocupações bastante comuns nesta etapa.
Sincronia Depois de traduzida (tarefa que pode ser realizada por vários membros da equipe) o episódio passa por um processo de sincronização, para que falas correspondam com o que está escrito na tela.
Revisão A próxima etapa fica a cargo dos revisores, que assistem a todo o episódio atentamente e corrigem possíveis erros de ortografia e sincronia. O revisor também uniformiza a legenda para evitar que palavras e expressões características dos personagens variem muito de episódio para episódio. O revisor é bastante valorizado dentro da equipe. Geralmente o cargo é ocupado por pessoas de confiança dos administradores
Legendas.TV

Depois de revisada, a legenda está pronta para ser publicada. O tempo máximo de legendagem tolerado pelas equipes é de 24 horas para as séries mais populares. Para as secundárias, o prazo é mais flexível: entre 2 e 7 dias. O principal meio de divulgação é um site chamado Legendas.TV, uma espécie de portal das legendas. O site está entre os 130 mais acessados do Brasil e chega a ter quatro mil usuários conectados ao mesmo tempo (Fonte: Alexa.com).

Dropbox vs. Sugarsync: qual o melhor serviço?

Aquele HD externo que você tem em casa cada vez mais se torna um objeto limitado. Para muitos consumidores, não importa que ele seja pequeno, ou leve, ou rápido – é preciso que ele seja invisível, sem peso e instantâneo. Toda essa exigência vem da computação em nuvem. Os serviços de compartilhamento, backup e sincronização nessa cloud estão cada vez melhores.

Na hora de colocar seus arquivos na tal da nuvem – que, por sua vez, pode oferecer acesso aos seus dispositivos móveis e PCs – dois serviços principais veem em mente. O Dropbox é um dos mais populares apps de armazenamento, ele oferece de maneira simples os cloud services. Já o SugarSync é para aqueles viciados em tecnologia que vivem online. Ele faz backups programados, integra com o Facebook e possui diversos recursos avançados.

Apesar de servirem para basicamente as mesmas coisas, o Dropbox e o SugarSync têm diferenças consideráveis. Veja abaixo um comparativo entre os dois, usando critérios como custo, capacidade, compartilhamento etc.

Capacidade x Custo

Os dois serviços oferecem alguns gigabytes gratuitos – desde que você cumpra requisitos como baixar os aplicativos, criar uma conta etc. O plano grátis do Dropbox é de 2GB, já o do SugarSync, 5GB. Se você quiser mais espaço, dá para tentar convidar seus amigos – a cada amigo que aderir ao serviço e instalar o programa, você ganha alguns gigas extras. A partir daí, só pagando, mesmo.

O SugarSync começa com um plano mais modesto: por 4,99 dólares mensais você consegue 30GB de armazenamento. Já por 9,99 dólares, esses gigas dobram. O mesmo gasto te dá um plano de 50 gigas no Dropbox. Se você quiser poder armazenar 100GB de documentos, consegue no SugarSync por 14,99 dólares mensais e no concorrente por 19,99. O maior plano do SugarSync termina em 250GB por 24,99 dólares mensais. Já no Dropbox é possível conseguir planos para “grupos” que custam 795 dólares por ano para até cinco membros e depois 125 dólares para cada membro adicional. Nesses planos, não há limite para armazenamento.

Sincronização

Ao instalar o Dropbox, ele cria uma pasta no seu computador. Tudo que estiver nessa pasta (inclusive subpastas), será sincronizado via web em todos os dispositivos que tiverem o app. No SugarSync as coisas são parecidas, mas ao instalar o programa no seu computador, você pode escolher quais pastas (já criadas) passam à nuvem. A partir e então, o que for colocado nessas pastas será sincronizado – é possível também sincronizar pastas novas.

Em termos de velocidade, os dois apps sincronizam de maneira bastante rápida e sem problemas. O SugarSync, porém, oferece a opção de fazer upload de documentos via email. Além disso, ele possui um suporte interessante para streaming de músicas – no Dropbox esse streaming é mais limitado. Há também suporte para envio de imagens diretamente para o Facebook, o que é uma característica legal, mas talvez não muito necessária. Por fim, o SugarSync também permite a edição simples de alguns arquivos diretamente na web (o que, na verdade, significa que os arquivos são baixados e lançados novamente à nuvem de maneira automática).

Compartilhamento

Uma das coisas que mais atrai o usuário de serviços na nuvem é a possibilidade de compartilhar seus arquivos com facilidade. Afinal, se eles estão no disco rígido do seu computador, enviá-los para alguém fica um pouco mais difícil. Serviços como o Dropbox e o SugarSync vêem para facilitar esse processo.

Em ambos compartilhar uma pasta ou arquivo é questão de alguns cliques, tudo muito fácil e a pessoa com quem você está compartilhando recebe um email para avisando. O processo no Dropbox é bastante seguro, já que os arquivos são encriptados antes de chegarem aos servidores, mas no SugarSync eles só passam por essa proteção depois. Em contrapartida, no SugarSync, além de você configurar uma pasta como pública, dá também para protegê-la com uma senha.

Acesso

Nesse ponto o SugarSync tem algumas vantagens. O serviço tem suporte para mais línguas, apesar de nenhum dos dois ter versões em português. Em termos de API e sistema operacional, o Dropbox, diferentemente do concorrente, suporta Linux. Entretanto, quando se fala de smartphones, só o SugarSync tem aplicativo para Symbian ou Windows Mobile.

Os dois serviços possuem páginas bonitas e bem desenhadas, fáceis de usar. Mas quando colocadas em comparação, justamente porque o SugarSync oferece diversos recursos, sua página é bem mais complexa. O Dropbox é fácil: é criar uma conta, baixar o software e utilizar. Ele até te avisa se você mudar a pasta de lugar (o que vai fazer com que seu computador baixe os arquivos da pasta na nuvem). O SugarSync oferece mais configurações, mas o Dropbox é mais intuitivo.

Uma vantagem do Dropbox é que ele é realmente um serviço bastante popular. Isso significa que muitos aplicativos o utilizam para fazer sincronização over the air – e você pode ter de acabar fazendo uma conta gratuita apenas para sincronizar um app no seu smartphone ao respectivo aplicativo no seu desktop, por exemplo. Mas isso, claro, tende a diminuir conforme os apps para smartphones se adaptem ao iCloud, Google Docs, ou mesmo ao SugarSync.

Para experimentar o Dropbox, clique aqui.

Para experimentar o SugarSync, clique aqui.

7 alertas de como nossa linguagem tem sido reformatada pela tecnologia

À medida que a tecnologia e os negócios progridem, eles reformatam nossa língua e nossa linguagem. Mas nem sempre de maneira legal, quer dizer, de uma forma que a gente goste, entenda e ache certo.

Seja por serem gramaticalmente incorretas ou por soarem de forma para lá de esquisita, algumas delas ainda por cima são repetidas em todos os cantos, o que deixa leitores, consumidores e outros seres com aquele estigma de “cara chato”.

Vamos às campeãs dessas palavras neologicas-tecnogramaticais-terrivelmente-chatas:

1. Empresas “ponto.com” – A sapataria agora tem página na web? Pronto, virou ponto.com. O padeiro usa o twitter para informar sobre a última fornada? Mesma coisa: padoca.com.

Não tem jeito. Nem todos vão entender que empresas .com são um tipo de negócio que tem cerne no ambiente da web. Portanto, é melhor se acostumar com esse termo.

2. Convergência – O que um dia teve algum significado, o de apontar um rumo que a tecnologia deve tomar nos próximos tempos, passou a ser palavra para tudo. O celular, resultado da convergência de várias tecnologias, converge mídias diferentes que, por sua vez, convergem em uma plataforma, que converge…

3. “alguma coisa” killer – O buscador novo é um Google killer, o Facebook é o Orkut killer, a mídia digital é killer das mídias tradicionais. De tanto ouvir esse termo, que descreve com sensacionalismo a morte de uma entidade antes considerada imbatível, ficamos com vontade de virar o killer killer.

4. Solução – Um programa é uma solução? Sim. Um sistema também? Sim. Errrr, um conjunto de protocolos para transmissão de dados também é uma solução? Opa, pode apostar. Mas, se tudo é solução, onde está o problema? A solução? Se acostume com essa palavra, pois ainda vai ouvir falar muito nela.

5. A nuvem – Atenção, pessoal! As regras mudaram. Agora, tudo que estiver fora do servidor local está “na nuvem”. Gmail, Hotmail, YouTube… Tudo nuvem, certo? Errado. Quem entende do assunto e sabe que a nuvem é um conjunto de soluções que convergem para oferecer aplicativos não aguenta mais ouvir em nuvem isso ou nuvem aquilo.

6. Monetizar – Assim que alguém tem uma ideia brilhante de um novo negócio, começa a falar de que maneira tal empreitada irá “monetizar”. Aliás, sempre que alguém perguntar sobre lucro, receita, faturamento, o respondente vai usar essa palavra. Vale dissecar o cérebro do eloquente homem de negócios que não compreende que monetizar significa “juntar dinheiro”; dar retorno.

7. Sinergia – Evidentemente, a sinergia nas operações entre as empresas foi de fundamental importância. Sem essa sinergia, jamais teríamos alcançado os resultados positivos. No campo de futebol a equipe mostrou uma sinergia muito grande.

Basta! Que tal colaboração, entrosamento e entendimento, para descrever o que muitos CEOs não querem que compreendamos – ou seja, que houve combinações por baixo do pano e influência trafegando de um lado para o outro em nome da tal da sinergia.

Fonte: PC World/EUA

15 tentações digitais nas quais você não deve cair

1. Jailbreak no iPhone

Cansado da tirania imposta pela Apple? Não admite ter gasto a bagatela de três salários mínimos por um gadget que não permite a operação por canhotos? Jailbreak é o nome da suposta solução. Com esse recurso, você poderá instalar programas não chancelados pela equipe de Jobs. A maneira mais fácil de fazer valer a carta de alforria digital chama-se Jailbreakme: basta visitar o site usando o navegador Safari de seu iPhone e pronto. Proprietários de iPads e iPhones Touch também podem usá-lo, contanto que estejam rodando o IOS 4.01.

Uma vez livre, você pode dizer adeus às operadoras que mantém contratos de exclusividade para distribuição do aparelho, como ocorre nos EUA.

Qual é o galho?
Jaibreak é um jogo de gato e rato, em que cabe à Apple perseguir quem realiza a operação no sistema. Ainda não aconteceu, mas se um dia o gato cismar que nenhum aparelho com jailbreak deva voltar a funcionar, o adorado GPS, browser e centro de multimídia com funções de celular pode virar o peso de papel mais caro da história.

2. Abrir a caixinha de Pandora

O serviço de streaming de músicas representa um marco na vida de muitas pessoas, inclusive desta que vos escreve. Diferente das tradicionais emissoras de rádio, o Pandora toca músicas que nunca ouvi e, mesmo assim, gosto.

O chato no Pandora é que você não pode escolher esta ou aquela música. O programa tem vontade própria e pode levar horas para você escutar a trilha que não sai de sua cabeça. Mas até isso tem solução: o Orbit Downloader, software que realiza a captura de sons que sejam tocados nos browsers Firefox ou no IE. Usar o Orbit não custa nada, basta você se esquivar da instalação de barras de tarefas bizarras e não permitir que ele altere o seu buscador padrão.

Onde mora perigo?
Os termos de uso do Pandora proíbem a cópia, o armazenamento e a modificação ou apropriação do conteúdo distribuído na rede. Se a moda pega, é provável que o Pandora feche as portas e eu vou até sua casa lhe fazer uma visita, junto de meu amigo Chuck Norris.

3. Ter 8 contas distintas no Facebook

O perfil na rede social de Zuckerberg tem várias funções, além de maldizer um ex-rolo ou de declarar o profundo desamor por seu chefe, entre essas possibilidades encontram-se o “curtir” algo sem maiores repercussões ou jogar Farmville e outros passatempos, sem temer que sua real identidade caia na mão de inescrupulosas empresas ou perturbar seus amigos verdadeiros. Bastam uma foto mais ou menos, um e-mail e uns detalhes nada comprometedores.

Outra opção oferecida é a criação de uma segunda conta, exclusiva para ser visitada por seus pais, parentes próximos e outros seres aos quais não se pode simplesmente dizer: não, eu não vou te adicionar.

Bacana, não é? Sim, é bacana, mas não é legal. De acordo com os termos de uso do Facebook, a criação de duas contas distintas para a mesma pessoa pode ser o motivo para a deleção total e absoluta de todas as contas paralelas além da oficial, é claro.

4. Brincar na Wikipedia

Soube da última? Brasília vai passar a se chamar Bozolândia e o verdadeiro nome de Maitê Proença é Ariovaldo Sakahashi. Pois é, eu também não fazia ideia, até ler isso na Wikipedia. Muitas pessoas têm enorme prazer em inventar fatos esdrúxulos e inseri-los na forma de informação no acervo colaborativo a espera de alguma menção ao “fato”. Passa algumas semanas até que alguém preocupado com o valor nutricional da informação disponível no Wikipedia apague a história de nomes e origens esquisitas, esse bastião da informação verossímil deixa um comentário sobre a brincadeira de outrem, e tem aquilo que alguns insistem em chamar de diversão.

Mas é divertido. É mesmo, que tal ter seu direito de edição na Wikipedia revogado? Pois é o risco que se corre ao tentar ensinar às crianças que leite com manga mata.

5. Pagar para acessar conteúdo?

Promoção espetacular. O jornal eletrônico oferece acesso irrestrito ao conteúdo por 5 reais ao mês, que tal? Mas, não. Você insiste em usar os dados de login do conhecido; afinal de contas, pagar pra quê? Melhor acessar o Bugmenot. Um site que mantém nomes de usuários e logins para acesso a sites como o The New York Times, o Washington Post, entre outros. O Bugmenot possibilita que você deixe comentários arrasadores sem precisar se identificar.

As “vantagens” são economizar quatro passagens de ônibus ao mês e fugir de emails com anunciantes que “entendem você”.

As desvantagens são mais um voto em favor da morte do jornalismo sério, objetivo e de qualidade.

6. Sequestrar uma conta de Twitter ou de rede social alheia

Sabe aquelas seis horas de espera no saguão de aeroporto? É muito tempo para matar, não é? Então que tal invadir a conta do Twitter daquela senhora ao seu lado? Hacker? Não, não precisa ser; basta instalar o Firesheep e realizar o login em uma rede pública. O Firesheep notifica quando alguém se conectar usando uma conexão não segura e, se você quiser, poderá capturar um cookie em pleno vôo. Arraste esse cookie para a janela do Firesheep e pronto, você acaba de assumir a identidade de uma senhora com 62 anos de idade e três netos. O que você vai fazer com essa informação fica a seu cargo. Para não correr o risco de alguém fazer o mesmo com você, é interessante instalar o Force TLS, plugin para criptografar as comunicações em redes WiFi públicas.

Mas não faça isso. Além de violar os termos de uso dos sites que mantém as contas, estará violando a intimidade de outra pessoa. Dependendo de como se aproveita dos dados, pode inclusive ser responsabilizado por fraude e ficar sujeito às punições previstas em lei.

7. Wii pra que te quero?

Os engenheiros da Nintendo são muito espertos. Desenvolveram um videogame em forma de DVD Player que, espantosamente, não reproduz o conteúdo de DVDs, a não ser que você deseje.

As instruções para desbloquear funções no Wii podem ser obtidas no site WikiBrew.org.

E que vantagem eu levo nessa?
Você poderá assistir a filmes em DVDs e usar aplicativos como o WiiRadio. Outra possibilidade oferecida pela quebra das proteções padrão do Wii é salvar sessões de jogos em um drive externo.

E não pega nada? Pega. Experimente levar um Nintendo Wii para consertar. A garantia foi para o espaço. Resta a você usar aquela chave de fendas de maneira muito cuidadosa.

8. Sabemos que @realwbonner é o nome de usuário do apresentador do jornal na televisão, afinal de contas, é uma conta verificada. Mas o que dizer de perfis no Twitter como @chucknorris? Pois é, essa conta é falsa. É um daqueles perfis criados para ludibriar internautas que caem de paraquedas no playground digital. Enquanto alguns deixam explícito o fato de serem frios, outras tentam se passar por originais, seja por diversão ou movidos pela pura maldade.

É divertido, pois, igual aconteceu com a conta (fria) @BPGlobalPR, que se fazia passar por Twitter da empresa de petróleo responsável pelo vazamento de milhões de toneladas de óleo cru no Golfo do México, você pode ter seus 15 minutos de fama e fazer uma multinacional passar por uma tremenda de uma saia justa.

E? E aí que, igual acontece com o Facebook, o Twitter vai suspender sua conta se verificar que não se trata de uma paródia e sim de uma tentativa de assumir identidade alheia, também conhecida por crime de estelionato. Sua situação pode passar de brincadeira digital para uma pena em forma de prestação de serviços públicos ou doação de cestas básicas. Pode escolher.

9. E-mail

Já dizia o ditado “se não quer que saibam de algo, não comente”. O e-mail é provavelmente o pior jeito de manter uma informação protegida. Cópias da mensagem “secreta” ficaram por todos os cantos. Em seu computador, no computador de quem recebeu o e-mail e em todos os servidores por quais a mensagem passou. O mesmo pode ser dito sobre as mensagens que você passou de seu celular.

Tem solução para esse dilema?
Tem. O nome do recurso que vai impedir que toda e qualquer comunicação seja armazenada chama-se VaporStream.Com base nesse serviço os usuários podem trocar mensagens que são impossíveis de copiar, de armazenar, de copiar ou de encaminhar. Para usar o VaporStream é essencial que os dois usuários tenham o programa instalado e que, para tal, desembolsem perto de oito dólares ao mês. O VaporStream sequer exibe os nomes dos usuários ao mesmo tempo, então uma captura de tela não tem muita utilidade.

Acontece que empresas de determinados setores, como o financeiro ou ligadas à saúde, são obrigadas a manter um registro de suas comunicações.

10. Espionar SMS alheios

Enquanto você está na sala, o silêncio no quarto dos filhos de 10 e 12 anos o deixa intrigado. Não estariam eles enviando mensagens inapropriadas com outras pessoas? Por 50 dólares, os softwares MobileSpy e eBlaster Mobile vão copiar você para cada mensagem enviada a partir dos celulares dos petis.

Mas não caia na tentação de instalar esses programas no smartphone de sua esposa para verificar que salão de beleza é esse que fica aberto até as onze da noite e liga quatro vezes ao dia para saber se o compromisso será mantido. Acompanhar as atividades digitais é, exceto em caso de expressa liberação por um juiz, proibido. No caso dos filhos, não há esse impedimento, contanto que o aparelho que usam seja seu.

11. Baixar conteúdo do YouTube

Eu tento, mas não compreendo por que minha filha ama o tal do Justin Bieber. Para fugir do drama de ter de esperar enquanto ela assiste pela 27ª vez o mesmo vídeo do artista mirim pulando na tela, instalei um software que permite armazenar a música no disco rígido, gravar em um dispositivo portátil e deixar que ela passe as próximas três horas no quarto com o dedo em cima do botão replay, enquanto verifico meus emails.

O nome do programa usado é KeepVid. Além de salvar o vídeo, ele realiza a conversão do conteúdo para os formatos 3GP, FLV e MP4. Aos onze anos de idade, minha filha pode gravar centenas de vídeos de Bieber e de gatinhos brincando na grama (outro tipo de vídeo favorito dela) liberando a banda de casa e permitindo que papai trabalhe em paz. Ah! E tudo isso, sem custo.

A vantagem: não sei. Existe alguma vantagem em ter vídeos do Justin Bieber no iPod?

Por que não fazer? Por quebrar os termos de uso do canal de vídeos, que proíbe expressamente o uso de qualquer meio ou dispositivo para possibilitar a reprodução do conteúdo de outras maneiras que não sejam o próprio site ou, no caso de conteúdo liberado para inserção, a partir de outros sites.

12. Livre-se dos DRM

Antigamente, todos os arquivos de áudio que chegavam ao Napster eram cercados de travas digitais que impediam sua reprodução em determinados dispositivos ou sua conversão para formatos abertos. E agora, o que fazer quando você quer transferir uma música para seu mp3player, mas não consegue converter os hits de John Denver e o disco do grupo de pagode KiSapeka?

Para dar conta dessa proteção, Steve Jobs em estreita parceria com Deus, criou o “analog hole”, uma maneira de gravar as músicas em um CD comum e, depois, compactar as trilhas no disco rígido no formato que achar melhor. Caso ache esse processo demorado demais, pode usar o software Tunebite ou o NoteBurner (ao custo de 40 dólares cada). Esses aplicativos eliminam o processo de gravação do CD, por emular um drive virtual a partir do qual a conversão fica bem mais fácil.

Fantástico, não? Afinal de contas você comprou o direito de ouvir essa música e deveria ser capaz de fazê-lo onde achar melhor.

Mesmo assim, é crime. Toda e qualquer tentativa de quebrar proteções digitais constituem infração da lei de direitos de Copyright. Apesar da probabilidade de ser julgado por esse crime ser próxima a zero, crime continua sendo crime.

13. Realizar root em aparelhos com o Android

Quer dizer que você gastou outros três salários mínimos para comprar o aparelho mais sofisticado da Motorola e agora espera que a empresa tão atenciosa na hora de vender o smartphone atualize o sistema operacional. Talvez seu caso seja de extremo ódio a alguns aplicativos que vêm instalados por padrão, como ocorre com o MotoBlur. Então chegou a hora de você virar dono da situação e ser o mestre definitivo do seu Android.

Para isso, é preciso que você consiga uma ROM que funcione em seu modelo de celular. Depois de baixado o pacote, siga corretamente as instruções dadas por simpáticos hackers do tipo Android, como The Unlockr ou Hack-A-Day.

Libertas que sera tamen, ou, liberdade ainda que tardia, é ou não, é? Mais ou menos. Assim como a Apple, a Google também não aprova oficialmente esse tipo de operações em seu sistema. O que era doce pode virar amargo, assim que a empresa achar que basta.

14. Jogos DOS – de graça!

Sua máquina do tempo quebrou e ainda não existe uma maneira comprovadamente eficaz de voltar uns 20 anos no tempo. Mas isso não significa que toda aquela diversão que sentia ao executar aplicativos escritos para DOS, como nos bons tempos de 1998, não volte nunca mais.

Existem sites encarregados de distribuir versões de jogos DOS chamando-nos de Abandonware (literlmente “coisas abandonadas”). Então, quem sabe, jogar uma ou 22 horas de Doom 2 volte a ser uma alternativa viável em seu Windows 7 para as tardes chuvosas.

Acontece que, apesar de bastante antigos, esses jogos ainda estão protegidos por direitos autorais e comerciais. Pense duas vezes antes de violar essas leis.

15. Quer dizer que entre seus passatempos prediletos está a atividade de baixar filmes e seriados de TV da Internet. Agora imagine se houvesse um software que o avisasse cada vez que um novo episódio de Friends, Lost ou BBB estiver disponível em um dos intermináveis repositórios de Torrent.

Pois é exatamente o que o Kamorra’s ShowRSS faz. Alimentado por feeds RSS, esse software possibilita o download de Torrents com um único click. Chega de vasculhar a web atrás de filmes e episódios perdidos.

Mas não é bom fazer isso. Como você bem sabe, esse material é protegido por leis de copyright e sua partilha é inimiga número um do faturamento da indústria de entretenimento. Vai comprar essa briga?

Aprenda a tirar seus pneuzinhos usando o Photoshop

Antes de qualquer coisa, uma recomendação: Use com moderação.

Hoje em dia é quase impossível acreditar que as fotos das mulheres que fazem ensaios sensuais para revistas não passem por uma sessão de Photoshop antes. O aplicativo é usado para consertar praticamente tudo, seja tirando algumas pequenas imperfeições do corpo (que, diga-se de passagem, são naturais), seja para aumentar algumas partes do corpo menos enxutas. Só que esse tratamento todo especial não é exclusividade das celebridades. Você também pode fazer isso nas suas fotos e ficar com um corpinho de dar inveja a qualquer um.

Chegou a hora de tirar aqueles pneuzinhos que estão sobrando, as estrias que insistem em sobressair e também, por que não, dar mais curvas ao seu corpo! E tudo isso sem ter que entrar na faca. Mas não é por causa disso que você não precisará ter cuidado e bom senso nas ‘operações’ digitais.

Para começar, o ideal é escolher uma foto que tenha um fundo sólido, com apenas uma cor, ou talvez desfocado, para que as alterações realizadas não fiquem com o ar muito falso. Escolhida a foto, vamos ao passo a passo:

Passo 1. Abra a imagem no Photoshop e duplique a camada (layer) para manter a original como cópia de segurança.

Passo 2. Acesse o filtro Liquify (Ctrl+Shift+X), que é o grande responsável por “consertar” as imperfeições. Selecione a ferramenta Forward Wrap Tool (W) e escolha o tamanho do pincel (Brush Size) que se adapte melhor à imagem.

Passo 3. Nos locais onde você quiser tirar os pneuzinhos, comece a passar a ferramenta moderadamente, até chegar à forma ideal. Para melhorar os detalhes, dê um zoom na imagem e diminua o tamanho do pincel.

Passo 4. Depois de ter feito as alterações no filtro Liquify, é hora de tirar um pouco das sombras que estão no corpo, deixando a pele mais lisa e sem ‘pneuzinhos’. Selecione a ferramenta Dodge Tool (O), escolha o tamanho do pincel e o mude o “Range” para “Midtones”. Passe o pincel nos locais mais escuros, para tirar um pouco da sombra.

Passo 5. Feito isso, vamos arrancar as estrias da pele! Para isso, use a ferramenta Clone Stamp Tool (S), que nada mais é que uma ferramenta para copiar uma parte (perfeita) da imagem para a outra (imperfeita), sobrepondo-a. Próximo ao local da estria, dê um clique o botão esquerdo do mouse enquanto você aperta a tecla Alt, selecionando uma área sem defeitos, que vai substituir a estria. Depois, sem a tecla Alt pressionada, clique sobre a estria e siga desenhando sobre ela, até que a marca suma completamente.

Passo 6. Para finalizar, as alterações feitas com o filtro Liquify deformam um pouco a imagem, então utilize a ferramenta Blur nos locais onde você fez alterações. Assim você devolverá um pouco da naturalidade da foto.